Pois é imperioso que temos que nos perder,
A fim de encontrar algum sentido nessas linhas,
Arruma tua casa, pois eu quero te ver...
Arruma-te moça e alisa teu cacho,
Linda morena, por ti meu coração luta,
Minha pequena, contigo não olho pra baixo,
Tens o cheiro das ervas, tens o gosto das frutas.
E é doce, pequena morena,
Ah, que saudade... Ah, que vontade...
Vou beber teus lábios em piracema,
Viver sem ti é somente a metade...
Vai sorrir de meu sono,
No silêncio e na morte,
Vai gozar do outono,
Pequena morena debochas da sorte!
Pequena morena, teu rosto...
Coisinha pequenina eu sei que chora,
Engole esse choro e sorri com gosto,
Pois quem te ama jamais ousa ir embora!
Antônio Piaia
Lindo, lindo... Acho que de todos os teus poemas, foi o que mais gostei. Simples, mas profundo e "musical"... se é que me entende...
ResponderExcluirGrande abraço Chico, e o "verso" tá ótimo...